Férias!

Terça-feira, Julho 24, 2007

A Violeta vai até aos Algarves ter com os parolos mas volta daqui a uns dias.
Mwahahahah!

:D

Superstars*

Domingo, Julho 22, 2007

Your heart is broken
And you don’t seem to mind
I guess it happens a little too many times
Too many times
You tried and you got tired
Those long half written stories
You held a fire
Right under the snow

They don’t
They don’t
How could they really know?
They don’t
They don’t know how really feels
They’re just here on holidays
Like dummies filling landscapes
How could they see you cry?

Do you remember me?
I was the one that held you through
I held the spot light when
You did that crazy dance

I dance with you
I felt like superstars do
Me and you
We’re just like superstars

(…)”

@ concerto do David, Ílhavo, 20.07.2007

Verão

Quarta-feira, Julho 18, 2007

Era um bibe azul escuro com botões vermelhos.

Quando chegava o calor, condecorava-me com medalhas de iogurte, às escondidas da mãe, para não ter que o usar. Depois, aparecia no colégio, toda vaidosa, com os vestidos que, lá em casa, se costuravam para mim. Pelo menos, até uma freira me apanhar e me obrigar a vestir um bibe de menino, como castigo.

Assim que perdi quase todos os dentes de leite e a vontade de ser bailarina, as saias rodadas deixaram de ter piada. Foram substituídas por calças de ganga mais rotas que remendadas e um chapéu dos Lakers que mal tirava para dormir. Os dias eram cheios de aventuras que terminavam comigo em cima das árvores a comer ameixas até as dores de barriga se fazerem sentir e a avó a chamar a ‘carochinha’ para lanchar. (Esta nomenclatura que a família arranja é uma delícia, não é?)

O Verão só é Verão quando me lembro destas coisas. Das intermináveis tardes que passava a brincar, dos joelhos esfolados, do cheiro a arroz doce e leite creme da cozinha grande da avó, dos passeios de bicicleta com o avô, de acampar no quintal, adormecer de lanterna acesa e acordar cheia de picadas de mosquitos inoportunos.

Acho que as (quase) duas décadas de vida me deixam demasiado nostálgica. E estas temperaturas demasiado amenas também. Quero noites quentes, para poder abancar numa esplanada com os amigos a beber umas minis acompanhadas de amendois, depois de uma tardada de praia! Sim, sim, sim! :)

Aquelas coisas que jurámos nunca publicar num blog. E voilá:

Coisas q jurámos nunca publicar num blog. E voilá!

Abraço

Domingo, Julho 15, 2007

“Mais uma vez um abraço, aquele abraço de sempre.
Aquele abraço que sente o que para sempre é segredo.”
[Toranja - O Teu Mundo]

Primeiro!

Sábado, Julho 7, 2007

Quando era pequenina, tive um, dois, três, muitos diários! Assim que o meu irmão aprendeu a ler, guardei-os numa caixa de sapatos, dei voltas e voltas à fita-cola, escondi-a no fundo do armário dos vestidos e decidi que já estava muito grande para escrever pseudo-biografias com canetas que largavam brilhantes e cheiravam a morango.

Deram-me entretanto o primeiro computador. Ainda o tenho lá em casa, mas ligá-lo e esperar que o windows arranque é uma aventura demasiado ambiciosa. Escrevi o meu primeiro livro. Dez páginas transformadas em best-seller no nº1 dos tops dos pais e avós.

Depois veio a net e um modem de 48k (?), que fazia um barulho ensurdecedor, capaz de me denunciar às tantas da madrugada, quando o vício do mIRC suplantava o limite das horas e das contas que a mãe determinava. Felizmente, chegou a adsl. E desde aí perdi a conta aos blogs que já tentei começar.

Nunca os meus montinhos de palavras me pareceram suficientemente interessantes para merecerem ser publicados. (A não ser os relatos exaustivos das viagens de estudo do colégio.) Não sei agarrar as pessoas aos meus textos, mas consigo beber uma garrafa de vinho rasco (mas italiano! e doce!) de um só gole e manter-me de pé nos dez passos seguintes. Sem cambalear.

O que mudou desta vez? Não escrevo para agradar ninguém. Escrevo parvoíces porque me apetece. Quem gosta, gosta. Quem não gosta, vai passar a gostar! :) Prometo desmonotonizar aqui o espaço com fotografias, vídeos e coiso e tal. (O ‘coiso e tal’ depreende conteúdo sexual, obviamente.)

Por agora, vou pegar na minha caneca que diz que sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura, enchê-la com o café com leite da avó, vestir o pijama que o príncipe deu, resgatar os diários, rir dos segredos contados em meias palavras mas guardados nas estrelas para que ninguém soubesse deles e dormir de luzinha acesa como se fosse (ainda mais) pequenina, outra vez.