quebramos os dois

Quinta-Feira, Fevereiro 14, 2008

“Eu a convencer-te que gostas de mim
Tu a convenceres-me que não é bem assim
Eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.

Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar para esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.

Afinal…
Quebramos os dois, afinal.
Quebramos os dois…

Desviando os olhos por sentir a verdade,
Juravas a certeza da mentira.
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.

Eu fugia do toque como do cheiro,
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na cor que trazias.

Afinal…
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois…

Era eu a despir-te do que era pequeno,
Tu a puxares-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.

Eras tu a ficar por não saberes partir,
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.

Não nos tocamos enquanto saías,
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.

Afinal…

Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois afinal,
Quebramos os dois…

É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora.”

Ouvir Toranja faz-me mal.

2 Respostas para “quebramos os dois”

  1. Jet disse

    post roubado por fazer tanto sentido para mim neste momento

  2. violetazinha disse

    Faça o favor de se servir! :)

    (E da próxima deixa o url pro teu blog, página, whateva’! :P)

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