all roads lead to… London.
Domingo, Setembro 21, 2008
Assim que chegámos a Liverpool Street, vindos do aeroporto de Stansted e do meu baptismo de voo, percebi que voltaria irremediavelmente apaixonada por Londres.
Foram cinco dias, de temperaturas amenas, que souberam a toneladas de deliciosos muffins imaginários. Ainda assim, foi tudo real. Aconteceu. Quero voltar.
Voltar a Londres. Voltar em óptima companhia (obrigada, R’). Voltar a ser espectacularmente bem recebida. Voltar a reencontrar os amigos que vão até Veneza passear. Voltar, quem sabe, com bilhete só de ida.

Hyde Park, 08′ © Violeta
Piccadilly Circus, 08′ © Rodolfo Costa
Parece que alguém veio parar ao meu blogue através da seguinte pesquisa:
“não vou ao avante”.
Caro amigo… já somos dois.
Este ano, armar-me-ei em burguesa e estarei por outras paragens.
Bom resto de férias.
Cântico Negro
Quarta-feira, Setembro 3, 2008
“Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!”
José Régio
Viana.Porto.Aveiro.Curia
Segunda-feira, Setembro 1, 2008
Após algumas guerras perdidas contra o wordpress, de forma a tentar inserir uma galeria fotográfica em condições, como forma de melhor descrever os últimos dias, vejo-me forçada a usar a imaginação. Ainda para mais, quando um dos principais elementos a figurar nas fotos se recusa a mostrar o seu belo semblante. [*olhar de lado*]
Vou, portanto, ser o mais directa possível: a Renata esteve por cá.
Quem me conhece bem, sabe que esta afirmação já vale por tudo! Ainda assim, gostaria de acrescentar que fiquei fã do ‘pingo – de – com – seja – qual – for – a – preposição – cevada’. :)
Espero que possamos repetir a dose, brevemente, Amelie!
Na tua Invicta ou na minha Veneza, desde que a boa companhia não falte.

Já agora, no meio da frustração, quanto às fotografias das passeatas, registei-me no Flickr.
Passem por lá!
