Category Archives: Cinema & Teatro & Séries

Jennifer in da house!

Embora o Oscar da Jennifer Lawrence tenha sido um lobby descaradíssimo, há que reconhecer que a miúda até é boa actriz (vamos fechar os olhos ao Hunger Games, ok?) e, melhor que isso, parece ter alguma coisa na cabecita.

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Where the wild things are

Para desenjoar dos Oscars (pfffff!), vi o “Where the Wild Things Are”. É doce, bonito e fez-me recuperar um bocadinho da magia da infância que tanta falta faz no dia-a-dia no mundo dos crescidos. Hunf.

Where the Wild Things Are

Mais um!

Silver-Linings-Playbook-Soundtrack

“You gotta pay attention to signs…”

Lincoln

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Não há como negar que o filme puxa àquele sentimentozinho patriótico irritante dos americanos e perde por isso alguma objectividade histórica, mas o Daniel Day-Lewis está fantástico (de resto, deixa muito, muito a desejar). A caracterização ajuda, claro, mas se este homem não levar para casa a estatueta dourada, o mundo está perdido. (Gostei especialmente dos últimos 90 minutos do filme, já que nos primeiros 60 dormi que nem uma pedra, mas juro que a culpa foi minha, fui enfiar-me num cinema logo após ter comido um boi com batatas fritas.)

Portanto:
Amour
Anna Karenina
Argo
Beasts of the Southern Wild
Django Unchained
Flight
Les Miserábles
Life of Pi
Lincoln
Silver Linings Playbook
The Impossible
The Master
Zero Dark Thirty

Neeeext!

Anna Karenina

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“I think… if it is true that
there are as many minds as there
are heads, then there are as many
kinds of love as there are hearts.”

Ainda o Tarantino

” ‘Cause I’m just a soul whose intentions are good
Oh lord, please don’t let me be misunderstood”

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Silêncios (Des)C onfortáveis

 

 

 

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Sabem o que é triste, triste?

Isto:

As medidas de austeridade anunciadas pelo governo e os cortes previstos no recentemente aprovado Orçamento de Estado, atingiram no caso do TNDM II um valor acumulado em 2012 na ordem dos 36%, agravado pelo aumento da taxa do IVA (23%). O corte financeiro, muito superior ao efectuado nos restantes Teatros Nacionais, parece-nos conter um erro de cálculo e ignora 3 anos de gestão equilibrada e taxas de ocupação recorrentes acima dos 90%, comprometendo de forma irremediável o actual projecto artístico do TNDM II,  o seu modelo de gestão e toda a programação projectada para 2012.

A Direcção Artística e o Conselho de Administração do TNDM II  alertaram e tentaram sensibilizar a tutela para as inevitáveis consequências de tais medidas, disponibilizando-se desde sempre para concertar uma solução que viabilizasse um futuro para o TNDM II, com um mínimo de dignidade, qualidade e sentido de serviço público que lhe é exigido e que está reflectido nos seus estatutos e missão.

Até à data o Secretário de Estado da Cultura revelou-se impotente para, junto do Ministério das Finanças ou do Primeiro Ministro, encontrar uma solução que corresponda a uma vontade política de manter em actividade o primeiro teatro do país.

Perante este cenário, torna-se impossível elaborar um plano de actividades realista e viável para 2012, pelo que nos vemos obrigados a assumir publicamente a nossa incapacidade para honrar compromissos de programação com produtores, encenadores e actores, e com o próprio público, com quem estamos necessariamente implicados numa relação de proximidade e confiança, resultado do trabalho produzido nos últimos anos.

Projectos como a “A Morte de Danton” de Buchner, em co-produção com os Artistas Unidos e Guimarães – Capital Europeia da Cultura e com encenação de Jorge Silva Melo, ou “Lear” de W. Shakespeare, com Eunice Muñoz na protagonista, ficam assim seriamente comprometidos.

A Direcção Artística e o Conselho de Administração do TNDM II lamentam profundamente esta situação, mas é imperativo que todos tomem consciência das implicações que acarretam as medidas agora anunciadas, que vêm questionar desta forma a continuidade de uma estrutura basilar no panorama cultural português!

Diogo Infante

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